Copyright © 2017 por LocaFirme. Todos os direitos reservados.

Estamos localizados na

Av. América Central, 1001

Cabo Frio, RJ

CEP: 28909-581

ENCONTRE-NOS

NOSSOS TELEFONES

(22) 3053-1742 | (22) 2648-1864 |     (22) 98834-8539

Seg a Sex, das 08h às 21h. Sáb e Dom, das 08h às 14h

NOSSOS HORÁRIOS

PALIO X GOL X KA X HB20 X ONIX: A GUERRA DOS 1.0

21/06/2016

Qual consome menos? Qual anda mais? Qual é a melhor compra entre os 1.0 mais vendidos do mercado?

 

Há poucas regras na guerra: 5 hatches lutando em um território econômico ruim. Todos começam iguais: motor e preço inferior a R$ 45.000, sem opcionais. Bons atributos elevam o nível do jogador. Vence quem tiver os melhores argumentos de venda.

 

5° - Fiat Palio Attractive


O Palio carrega o peso da idade, mas é veterano – e a experiência o valoriza. Pelo menos é o que sugere o ranking da Fenabrave, onde apareceu como o segundo mais vendido em 2015 - o índice, vale lembrar, reúne tanto o Palio atual como o Fire, de geração antiga. Porém, já caiu para a 4ª posição no acumulado de 2016, e terminou este comparativo em quinto lugar.

A principal razão é sua defasagem. O 1.0 de 4 cilindros trouxe o pior consumo: 9,9 km/l na cidade e 14,9 na estrada. Tem suspensão macia e bancos com espuma de baixa densidade (um conjunto excessivamente mole). Nem os freios se salvaram: a 120 km/h, precisou de 72,5 m até parar (o melhor, o Ka, fez em 65,7 m). Já o som é de uma geração passada: rádio que parece ter sido instalado em loja de acessórios e alto-falantes suficientes apenas para ouvir notícias. Pior: custa caro. Esse opcional sai por R$ 2.157, pois está atrelado aos retrovisores elétricos. E o volante multifuncional custa R$ 610 adicionais.

Embora seja o mais em conta do quinteto – custa R$ 42.410, esse valor inclui poucos atrativos. Ao  equilibrar os acessórios com os rivais (alarme, chave canivete e som com comandos na direção), o preço sobe para R$ 45.688. Rodas de liga, vidros traseiros elétricos ou acabamento mais caprichado, tudo é vendido à parte. Essa estratégia complica a compra e pode levar o cliente  a optar por uma unidade que não tenha os recursos desejados. Ou, pior, migrar para a concorrência.

 

 

 

4° - VW Gol Comfortline

Lançada em 2008, a atual geração do Gol tem bônus e ônus. Entre as vantagens, ele conta com o melhor ajuste de suspensão da categoria, assentos confortáveis com tecidos de qualidade, bom nível de torque em baixa rotação e respostas instantâneas do motor ao acelerador. São características que agradam ao público brasileiro, que valoriza a sensação de agilidade e prontidão do propulsor. Mas é só impressão.

 

O Gol não se destacou na prova de 0 a 100 km/h, tampouco nas retomadas. Mas mandou bem em economia de combustível. Registramos 13 km/l em ciclo urbano, o melhor dos cinco, e 17,2 km/l no consumo rodoviário – atrás apenas do HB20 (17,5 km/l).

Mesmo com a reestilização mais recente, o Volks está envelhecido. É a segunda (e última) renovação antes da chegada de um modelo inteiramente novo. E isso reduz suas chances de retomar a liderança de vendas, apesar da notória recuperação desde o facelift - foi o 3° carro mais vendido em maio, e já ocupa a 5ª posição no acumulado de 2016.

E há uma pegadinha: aparentemente seu preço é convidativo – só o Palio custa menos. Porém, sua lista de equipamentos de série é curta. Ao equipará-lo com os itens de fábrica de Onix, Ka e HB20, o VW passa a ser o mais caro (sobe de R$ 43.790 para R$ 48.367). E não é fácil comprar um Gol: o interessado precisa decifrar uma complicada combinação de pacotes. Mas vale a pena tentar, pois o  sistema de conectividade da marca é o mais moderno da categoria.

 


3° - Chevrolet Onix LT


O Onix tomou do Gol a liderança de vendas e conquistou outro mérito: elevou a nota de corte do segmento. Para conter custos, a Chevrolet construiu o hatch em uma plataforma compartilhada com modelos superiores (Cobalt, Sonic e Spin), incluindo a mecânica e componentes eletrônicos. Isso lhe conferiu vantagens, como o multimídia MyLink e a opção de caixa automática de seis marchas (igual à do Cruze).

 

O sistema de som sofisticado trouxe valor a uma categoria pontuada pela frugalidade. A GM apostou em assentos envolventes e um painel bem-acabado, com mostradores digitais e comandos elétricos. Além disso, o leque de versões é simples de entender (LS, LT e LTZ), com motores 1.0 ou 1.4 e duas opções de transmissão. A LT, intermediária tabelada em R$ 43.390, vem de série com ar-condicionado, direção hidráulica, chave tipo canivete com controle remoto, travas e vidros elétricos. Mas fica devendo retrovisores com regulagem elétrica.

Fora a pintura metálica, cobrada à parte, a marca não confunde o cliente com pacotes incompreensíveis. O kit R7L corresponde ao MyLink e volante multifuncional, por R$ 2.000. Com os dois itens adicionados, a conta sobre para R$ 46.740.

Porém, o hatch está prestes a mudar. É o próximo da fila a receber uma atualização de estilo. Se você não se importa com um visual defasado, aproveite a chance para negociar descontos no preço de tabela.

 

2° - Ford Ka SE Plus

O Ka parece ser o menor da classe, mas não se engane: ele é 1 cm mais comprido que o Palio e tem 5 cm a mais que o HB20 na altura. Além disso, briga de igual para igual em preço, consumo, nível de equipamentos e desempenho.

 

Aliás, o Ford obteve os melhores resultados nas provas de aceleração e retomada de velocidade. No 0 a 100, foram quase 5 segundos a menos que o pior colocado. O Ka ficou na frente em todas as passagens. Nas frenagens, também desbancou a concorrência nos três ciclos avaliados, utilizando menos pista até a parada total.

Na parte interna, se destaca pela direção com assistência elétrica e boa ergonomia – tem um competente sistema de ajuste do assento. Vem de série com volante multifuncional, dotado de comandos para o som e controle do celular por Bluetooth. Mas as qualidades param por aqui.

O acabamento é descuidado e faltam recursos importantes, como porta-copos ou nichos para guardar o celular. A versão intermediária (SE Plus) custa R$ 44.390 e conta com comandos de som no volante e coluna ajustável em altura. Vem com Isofix e vidros elétricos com função um-toque. Mas o sistema de som é complicado de usar e o visor digital é pequeno  (3,5 pol) – mesmo problema do painel de instrumentos. Se possível, fique com a versão mais cara (SEL), pois vem equipada com ESP.

 

 

 

 

1° - Hyundai HB20 Comfort Plus

Quatro anos atrás, as montadoras tradicionais não viam o HB20 como uma ameaça, apesar de reconhecer suas aptidões. O coreano não só provou seu valor como revirou a tabela de vendas nacionais. Ele fechou 2015 na quar­ta posição do ranking da Fenabrave, e no acumulado de 2016 entre janeiro e maio já ocupa o segundo lugar.

 

Esse sucesso não é mero acaso. A marca caprichou no visual, foi relativamente generosa na lista de equipamentos de série e não descuidou do atendimento no pós-venda.

No ano passado, mesmo sem sinais de cansaço na aparência, o compacto de Piracicaba (SP) passou por uma reforma que atualizou o visual e a oferta de equipamentos. A Hyundai instalou novas centrais multimídia – uma delas capaz de espelhar smartphones. A versão automática recebeu câmbio de seis marchas e a grade frontal passou a ostentar o estilo dos SUV da marca. E no mês passado, recebeu uma nova versão intermediária com motor 1.0 turbo, situado entre o 1.0 aspirado (que deve continuar respondendo pela maior parte das vendas) e o 1.6.

 

Não há opcionais: o cliente escolhe entre um leque de três versões (Comfort, Comfort Plus e Comfort Style) e paga um valor adicional pelas cores metálicas (R$ 1.100). A Intermediária Comfort Plus, avaliada aqui, é tabelada em R$ 43.745 iniciais.

O HB20 roda macio, tem materiais de boa qualidade e construção caprichada: só ele e o Onix têm vedação dupla nas portas. Foi o melhor na prova de consumo rodoviário (17,5 km/l), mas desapontou no 0 a 100 (17,1 s). Pior que ele, só o Palio. Para que ter pressa quando se está a bordo de um carro superior ao dos vizinhos?

AVALIAÇÃO DO EDITOR

 

Motor e Câmbio - Os motores 3 cilindros se deram bem nos testes de aceleração e de consumo. Por ora, só Ka, Gol e HB20 adotam essa configuração, mas Fiat e Chevrolet já sinalizaram que devem ir pelo mesmo caminho.

 

Dirigibilidade - HB20, Gol e Ka são as referências nesse quesito: o Hyundai é o mais equilibrado; Volks agrada com um competente ajuste de suspensão. O Ka ganha pontos com a direção elétrica e ergonomia acima da média.

 

Segurança - São relativamente parelhos, mas o Ka se sai melhor: tem controle de estabilidade na versão mais cara e Isofix de série. O Hyundai tambémconta com os pontos de fixação de cadeirinha infantil.

 

Seu bolso - O HB20 é o hatch que oferece mais pelo que custa: visual bacana, alto nível de conforto e lista de equipamentos caprichada. Já o Gol, mais caro da turma levando em conta os opcionais, seria o campeão nesse quesito se não tivesse tantos equipamentos cobrados à parte. Ford e GM também oferecem versões intermediárias recheadas – são compras racionais que fazem valer o que custam.

 

Conteúdo - A Volks é a que mais oferece equipamentos – e um Gol completo é excelente, como a unidade fotografada comprova. Porém, inviável do ponto de vista financeiro, já que a marca abusa dos opcionais. HB20 e Ka, nesse quesito, ficam na dianteira por virem bem equipados já nas versões do meio (Comfort Plus e SE Plus, nessa ordem).

 

Vida a bordo - O HB20 oferece vários porta-objetos e até um compartimento com tampa escamoteável junto ao câmbio. Agrada pela ergonomia, mesma qualidade do Ka. No outro extremo, o Palio mostra-se ultrapassado. Tem sistema de som simples e difícil de usar. Não tem tela de alta resolução e o USB fica dentro do porta-luvas. O Onix é espaçoso e trata bem seus ocupantes, com assentos confortáveis.

 

Qualidade - O acabamento do HB20 é melhor e utiliza plásticos de boa qualidade. A Chevrolet também foi cuidadosa na escolha de materiais.

 

 

VEREDICTO QUATRO RODAS

 

A leitura competente que a Hyundai fez de nosso mercado resultou em um carro bem adaptado às preferências locais. Por isso, o HB20 agrada em vários aspectos, superando os rivais com pontos de sobra.

 

 Fonte: Quatro Rodas

Please reload

Destaques